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Mostrando postagens de Março, 2009

Fim de festa

Fim de Festa
Por Jack Sawyer

Esta historia é um caso verídico. Aconteceu em uma cidade de Minas Gerais. Os nomes dos personagens foram mudados para proteção dos mesmos.

Como toda cidade de interior, lá também tem as suas lendas, e dizem que uma fabrica abandonada que outrora fora uma fabrica de doce de leite, às vezes se ouvem barulhos estranhos, como se de repente ela voltasse a funcionar. Vocês podem dizer “basta passar pelo outro lado da rua, na outra calçada”. Aí eu lhes pergunto, sabe o que tem do outro lado da rua? Uma serraria, também abandonada e coma mesmas peculiaridades assombrosas. A solução então era passar pelo meio da rua.

Todos se despedem e seguem rumo suas casas. Já é alta madrugada em uma cidade pequena de Minas Gerais. Um casal vem descendo a ladeira, descontraídos. São dois irmãos e vinham conversando.
Ao passar pela fábrica de doces abandonada, ouvem barulho de latas e panelas batendo nos fundos da ex-fábrica.
Odete aperta o passo e puxa Ricardo.
- O que é isso mana? Pr…

Perna Longa

Perna Longa
Por Jack Sawyer

Jonas sempre foi impetuoso, corajoso, mancebo valentão.
Sempre batia no peito dizendo “eu isso”, “eu aquilo”.
Morava em um sitio. Ele, os pais e os irmãos. Era meio sertão.
Naquele tempo, não tinha as facilidades que temos hoje. Uma ida ao supermercado, quando possível, era uma verdadeira viagem, a pé e por estrada de terra, ou através de trilhas no meio do mato.
Sempre que saiam, Jonas ia à frente. E é em uma dessas saídas, que se passa nossa historia.
De família católica, todos eles, era sagrado eles irem à igreja todo domingo.
Saiam de casa com a luz do dia. Fim de tarde, na verdade. O crepúsculo, com seu disco dourado a se esconder por detrás dos morros. Como iam pegar trecho de mata, essa claridade não era suficiente para iluminar o caminho, então tinha que recorrer, ocasionalmente, às lanternas.
Jonas, como sempre, ia à frente. Sentia-se como um explorador. Quando chegavam na cidade, ele voltava para o grupo e retomavam o passeio todos juntos.
Chegavam sempre e…

Tempestade elétrica - Parte 2

Tempestade elétrica
Parte 2
Por Jack Sawyer
Enredo: Rita Maria Felix da Silva


“- O senhor tem uma nova ligação Sr. Lucas.”- disse a voz sintetizada de Gina, agora através de um holograma.
- Quem é desta vez?
“- É o chefe de pesquisas da Laborcri, senhor Lucas. Transfiro a ligação?”
- Sim, mas sem o vídeo.
- Bom dia senhor Lucas Uriel? – diz a voz suave e alegre do doutor.
- Não creio que seja um bom dia, é a segunda vez que sou acordado hoje. E como o senhor usou este número, acredito que não seja um bom dia para o senhor também. A propósito, quem é o senhor e como conseguiu este número? – questiona Lucas.
- Meu nome é doutor Marcos Albrieri, chefe de pesquisas da Laborcri, laboratório de criogenia. Eu represento várias pessoas, deste e de outros séculos. Seu nome é citado como um dos melhores caçadores e temos um trabalho para o senhor.
- Prossiga.
- Recentemente, uma das cabeças congeladas em meu laboratório sofreu...
- Vá direto ao ponto. – interrompeu a conversa impaciente.
- Bom, precisamos q…

Tempestade Elétrica - Parte 1

Tempestade elétrica
Parte 1
Por Jack Sawyer
Enredo de: Rita Maria Felix da Silva

Lucas Uriel abre os olhos assustados. O som insistente do seu bip de emergência se confunde com seu pesadelo, até que fica claro que ele está acordado, preso naquela paralisia que sentimos ao sermos acordados repentinamente. Tivera aquele pesadelo novamente. Olha para o display luminoso do seu bip e reconhece o número. Pelo jeito tinha trabalho à vista. Olha para o teto e o relógio digital indica que são 03:00 da madrugada. Dita um comando de voz.
- Responder ligação do bip.
Uma seqüência de bipes indica que um número estava sendo discado. Uma voz eletrônica simulando uma voz feminina é ouvida na casa.
“- Ligação completada Sr. Lucas”
- Obrigada GInA.
- Lucas?
- Sabe que horas são?
- Temos um trabalho para você. – responde uma voz do outro lado da linha, sem mostrar emoção e sem se importar com a pergunta.
- Muito bem, onde é o incêndio?
Silêncio.
“- Acho que ele não entendeu a pergunta Sr. Lucas.”
- Ok, ok, diga en…