segunda-feira, 31 de março de 2014

Solidão


Hoje ela apareceu novamente.
Não tem dia ou hora, mas sim momentos. E sempre são nos momentos em que não estou me sentindo bem. Não estou em paz comigo mesmo. Quando estou com raiva. Raiva, tal como um monstro preso por delicadas correntes prestes a se romperem. Nestes momentos ela aparece. Com seu toque gélido e delicado, com sua voz melodiosa e agradável, ela consegue me acalmar.
Ela não fala comigo com palavras mas sim com música, tal qual uma elfa. Como nos contos de fadas, a bela acalma a fera com música, externando seus sentimentos, sangrando-o na forma de lágrimas, esvaziando-o por completo, até que reste somente a paz e a serenidade.
Da mesma forma que apareceu, também se foi. Simples assim. 

Jack Sawyer

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A VINGANÇA DE NAZIAM

Como viram no post anterior, eu coloquei o conto da Rita Maria Félix da Silva:CENA NO JARDIM DE DOM HECTOR DE BRANDABADERE  e que derivou  As Canções de Mimeme de Daniel Folador e acabou derivando o meu conto.
Para que vocês se situem melhor eu sugiro ler antes CENA NO JARDIM DE DOM HECTOR DE BRANDABADERE e logo em seguida As Canções de Mimeme para depois ler o meu. É só para um entendimento melhor, não existe uma sequência, mas alguns personagens e cenas são citadas neste conto e se referem aos dois anteriores.
Espero que gostem. Boa leitura.

A vingança de Naziam




Baseado no universo do Jardim de Dom Hector de Brandabadere.

de Rita Maria Félix da Silva.





O rei dos peixes há muito lamentava a perda do filho para as nuvens sapientes e devoradoras. Entre seus inúmeros filhos, este era o senhor dos seus exércitos, o primeiro na sucessão do trono e o mais dedicado ao reino. Todo o reinado sentia a perda do príncipe Nagô, e prometeram ao rei, total apoio caso ele se dispusesse a guerrear contra as feras gasosas. Essa era a intenção do rei, mas isso exigiria muitas alianças.

Após reunião com seus conselheiros, o rei Naziam despachou várias cartas através de seus mensageiros.

O primeiro da lista era o povo das profundezas. Era um povo isolado que vivia quase em total escuridão. Tinham corpos grandes, longos pescoços e boca muito larga. Tinham necessidade de ar mas não precisavam ir até a superfície, pois produziam sua própria reserva em bolsões dentro de cavernas subaquáticas.

Os bolsões eram tão grandes e interligados pelas cavernas que formava uma grande cidade seca em baixo do lago. Pequenas criaturas da superfície que porventura caíam no lago e chegavam até o fundo ainda vivas, logo eram resgatadas pelos abissamicos (como eram chamadas as criaturas das profundezas) e lá viviam.

Para os que viviam na superfície, lamentavam a morte pois o corpo jamais aparecia. Dizia a lenda que existe uma cidade submarina, mas ninguém jamais retornou para confirmar a historia e o rei dos peixes dizia desconhecer tal cidade.

Os abissamicos, apesar de não jurarem lealdade ao rei Naziam, aceitaram se aliar a ele em sua guerra contra as nuvens.

O rei Naziam ainda precisava de mais um aliado. Entrou em contato com o povo dos olhos grandes, aqueles que respiravam acima e abaixo da linha d'água. Essa aliança era fundamental para que seu plano desse certo. A negociação foi longa, o príncipe Lyan queria garantia para preservar seu povo. Não podia arriscar uma aliança e, se o plano não desse certo, seu povo seria o primeiro a ser tomado em represália. O rei Naziam prometeu asilo em seu reino para os perseguidos. Ao final, o príncipe Lyan cedeu e aceitou os termos.

Findando mais um dia, o sol lançava seus últimos raios como se estivesse tentando se agarrar em algo para evitar se pôr. Desta vez o o crepúsculo tinha tons de lilás e amarelo. Em seu oposto a lua já providenciava sua luz em forma de fitas prateadas.

Novo dia. Uma manhã silenciosa, quebrada apenas pelo ranger das asas das borboletas renascidas dos espelhos quebrados, voavam sobre o lago espalhando flashes coloridos refletindo o sol na água.

A lagoa estava limpa, sem folhas, sem plantas e sem insetos sobrevoando. Um ótimo trabalho do príncipe Lyan e seus súditos.

O plano do rei Naziam já estava em andamento. A superfície totalmente plana, sem nenhuma ondulação como se fosse uma grande camada de plástico, que poderia até enganar as formigas tecnocratas.

As nuvens estavam saindo de seu pequeno paraíso, em direção ao centro do lago, sem desconfiar ou perceber a ausência de qualquer coisa sobre a água ou qualquer animal em suas margens. Nem ao menos notaram um sutil movimento circulatório na água.

Em um movimento sincronizado, todos os súditos do rei Naziam começaram a nadar em sentido anti-horário. O formato ovalado do lago facilitava a navegação. Logo, o fundo já rodopiava em um redemoinho violento, mas a superfície ainda era calma, sem nada flutuando. Era impossível perceber que a água se movimentava. O povo abissamico também fazia sua parte girando no fundo lo lago.

As nuvens perceberam o movimento dos peixes em círculos e entenderam que teriam uma tarde farta.

Logo um pequeno funil se formou na superfície e foi se alargando aos poucos. Os peixes começaram a ficar visíveis de cima e as quatro nuvens sapientes começaram a se juntar formando uma grande nuvem cinza. O redemoinho foi ficando cada vez maior e as nuvens sapientes se preparavam para baixar e estender seus tentáculos gasosos para as laterais e começar o recolhimento.

De repente, dois seres abissamicos saem do fundo, girando entre si e com as bocas largas bem abertas e, em um ataque sincronizado engolem a grande nuvem, um de cada lado eliminando de vez a ameaça.

Os lagartos sobre as rochas meteóricas, as flores comedoras de metais, as formigas tecnocratas, o pato humanoide, todos olharam para o lago ao ouvirem um grande “tibum”. Logo todos voltaram a seus afazeres, como se nada tivesse acontecido.

Vivas e urras partiam do reinado de Naziam. Os dois seres abissamicos retornaram para a cidade bolha e lá depositaram as nuvens. O príncipe Lyan voltou para os seus domínios, as margens do lago.

O restante vivem em harmonia. As formigas prosseguem em sua marcha interminável em busca do precioso plástico para o seu foguete. O ocaso se aproxima mais uma vez, agora com longas fitas vermelhas e púrpuras. Desde a morte de Mogono e a fuga de Mimeme, o único som que se houve é o piar da coruja.

No fundo do lago, bem no fundo da cidade bolha, uma pequenina bolinha de ar consegue escapar das cavernas e flutua velozmente em direção à superfície.



Jack Sawyer


    

segunda-feira, 8 de abril de 2013

CENA NO JARDIM DE DOM HECTOR DE BRANDABADERE (como tudo começou)


Pessoal, boa noite.

Há muito tempo que não posto nada, mas estou trabalhando nisso.
Recentemente recebi um convite de uma grande amiga para voltar a escrever. Essa pessoa é de uma iluminação fantástica, além de escrever muito bem. Ela percebe quando alguém está em dificuldade (como eu) para escrever e entra em contato arguindo em que pode ajudar.
Com ajuda de sua mente brilhante, retomei a escrita.
Estou postando aqui o conto que deu origem ao meu, para que você leitor, além de apreciar as lindas palavras e a forma elegante de sua escrita, também possa se ambientar no universo mágico que ela criou e tomar suas próprias conclusões. Bom chega de conversa, conheçam o JARDIM DE DOM HECTOR DE BRANDABADERE.




CENA NO JARDIM DE DOM HECTOR DE BRANDABADERE

Por Rita Maria Felix da Silva
Uma típica manhã de sábado no jardim de Dom Hector:
Num canto, três espelhos de feitura muito antiga, caídos e despedaçados, transformaram-se em borboletas de vidro guinchante, que planaram sobre o jardim, apenas para, ao chegar ao outro lado, caírem, tornarem-se novamente espelhos, despedaçaram-se e esperarem para reiniciar um ciclo talvez eterno.
Próximo aos espelhos, em duas gaiolas feitas de uma liga de ouro e prata, pequeninos humanos alados chilreavam melancólicas e pungentes canções sobre seu cativeiro.
À pequena distância das gaiolas, marchava uma fila de formigas tecnocratas e isolacionistas, que carregavam pedaços de plástico com o objetivo de construir uma nave espacial e deixar o jardim. 
Leia o restante deste maravilhoso conto no Blog Riteando

sexta-feira, 1 de março de 2013

Amizade em tempos modernos



Amizade em tempos modernos



Amigo é coisa pra se guardar, debaixo de sete chaves, dentro do coração...”.
Começo este post com um trecho da música do Milton Nascimento. Isso é de um tempo não tão distante, mas com essa onda de redes sociais, as pessoas se gabam de ter mais de mil ou dois mil amigos, até parecem que querem se comparar com o rei Roberto Carlos, “... eu quero ter um milhão de amigos...”. Mas quantos são de verdade?

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Sorteio de livros

Sorteio de livros da saga "Os livros de Esteros"

 Não perca essa chance de ganhar um livro na faixa. Clique aqui ou na imagem, e siga os passos no blog e boa sorte. O sorteio será no dia 20/02/2013 então não perca tempo.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Bienal 2012

Olá pessoal. Hoje não tem conto. Mas como o assunto tem a ver com literatura fantástica, vamos lá.

Hoje (12/08/2012) estive na 22. Bienal do Livro de São Paulo, e a-d-o-r-e-i. Revi amigos escritores e conheci novos. Logo que cheguei, já fui para o espaço #eu+quem=? com a presença na mesa de André Vianco (autor que eu gosto muito, criador de "Os Sete" e "Bento") Giulia Moon (outra escritora que gosto muito e além de tudo é minha amiga, criadora da Kaori, sua personagem) Santiago Nazarian, Martha Argel e Sarah Bakley.

 O assunto era vampiros e lobisomens. Um assunto que anda muito na moda agora, mas que no passado...
Os autores falaram das dificuldades que tiveram para  publicar livros de literatura fantástica. As editoras torciam o nariz quando esse era o assunto, tendo eles, que bancar do próprio bolso (como foi com André Vianco), para ter seus livros publicados. Hoje, todos os autores presentes nesta mesa, são sucesso de vendas e superação, contrariando os negativistas, que só colocam empecilhos mas não apontam uma solução.

Como não podia deixar passar, consegui um livro autografado com o André Vianco e de quebra uma foto.



Como disse no começo, conheci novos autores e um deles foi o Márson Alquati, boa pessoa, escritor da Saga dos Anjos. Adquiri dele o volume 1 "Ethernyt - A Guerra dos Anjos". A história é boa e envolvente, percebi isso nas primeiras páginas o que dirá do restante do livro e da saga.
 
 
 

Esse é o Márson Alquati. Uma pessoa simpática e envolvente. Se eu tivesse mais tempo, ficava a tarde toda conversando com ele.


Bom, vou ficando por aqui. Logo posto mais fotos da Bienal. Até mais.

Não esqueçam de votar no meu blog para o prêmio TopBlog2012.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Prêmio Top Blog 2012

Olá pessoal,

Chega época de eleição e já estou pedindo voto. Não, não, eu não sou candidato, é que me inscrevi no PRÊMIO TOP BLOG 2012 e preciso do voto de vocês. Basta clicar no logotipo do Top Blog e sair votando.
Podem votar