Tempestade elétrica - Prólogo

Tempestade elétrica
Prólogo

Por Jack Sawyer


Ano 2055

No auge da tecnologia, a inserção de DNA humano em máquinas, para torná-las mais humanas, já é possível. A clonagem humana ainda era proibida e as diversas clínicas clandestinas, que efetuavam esse procedimento, eram terrivelmente atacadas e destruídas por ativistas contra a clonagem, tornando esse procedimento, arriscado e caro, ficando inviável a sua realização.

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Ano 2108

Um fragmento de um meteoro cai na Terra, provocando uma grande agitação na comunidade cientifica, que detectaram duas coisas: primeira, o fragmento tinha vindo de outra galáxia; segundo haviam detectado fósseis com DNA preservado incrustado no fragmento de rocha estelar.
Os cientistas conseguiram extrair DNA dos fósseis e começaram a inserir em humanos, em regime experimental.
Em um século, 1/3 da população da Terra era híbrida, com DNA alienígena, mas mantinham a aparência humana. Em conseqüência disso, possuíam algumas características peculiares. Alguns podiam desviar a luz tornando-se invisíveis aos olhos humanos, outros possuíam poderes telepáticos e ainda alguns com poderes elétricos. O efeito colateral real dessa mistura era que, quando chegavam na idade adulta, misteriosamente pereciam. As pessoas normais não aceitavam essas mudanças e por essa razão, eram mantidos à margem da sociedade.

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Ano 2220

A ciência avançava em ritmo acelerado. A exploração espacial estava em ascensão e já era possível viajar no espaço na velocidade da luz, contrariando um famoso cientista que viveu em meados do século XX.
Uma cura parcial foi encontrada para a morte súbita dos IGMs (indivíduos geneticamente modificados). Uma espécie de vacina que deveriam tomar a cada semestre, para prolongar a vida.

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Ano 2250

Começa a grande colonização. Para se evitar riscos, são enviados os IGMs. Muitos empresários resolvem ir também, para expandir seus negócios e para assegurar seus investimentos. De posse de quantidades enormes de vacina decidem utilizá-los para obter mão-de-obra barata e eficiência no serviço.
Na Terra, a comunidade científica ainda tenta descobrir uma maneira de religar as cabeças congeladas criogenicamente, das celebridades do século XX e XXI.
Entre os IGMs, alguns utilizavam suas habilidades para interesse próprio, e por causa disso viviam no submundo. Isso fazia com que a maioria dos que se consideravam “puros” sempre os perseguissem.
Fora da Terra, na colônia espacial, a ciência prosperava. Entre os IGMs também havia cientistas que logo descobriram uma forma de reprodução entre os IGMs, que até então, era através de clonagem, pois eram híbridos. Essa descoberta trouxe alguns resultados positivos, um deles foi o prolongamento da vida dos IGMs, sem a necessidade da vacina, que só era necessária quando estavam em idade bem avançada. Em contrapartida, houve um crescimento populacional descontrolado.
As mega-empresas tiveram que mudar o foco de uma parte seu rendimento, pois a vacina só tinha valor para os que não queriam envelhecer.
Outras descobertas importantes ocorreram na colônia. A principal delas foi o re-ligamento das cabeças congeladas em corpos sadios. Só havia um problema. Só poderiam ser re-conectados em corpos que nunca sofreu mutação. Descendentes puros dos terráqueos. Todo o material armazenado na Terra é enviado para a colônia no planeta Tritium, fora da Via Láctea.

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Ano 2290

Uma nuvem de poeira cósmica chega até o planeta Terra, atravessando a escassa camada de ozônio. A devastação foi enorme. Atingindo todas as formas de vida, animal e vegetal. Com relação aos humanos, somente os IGMs e alguns humanos que estavam em Bunkers, ou em edificações muito profundas como escavações e minas conseguiram sobreviver. Como a vida se tornaria muito difícil na superfície, trataram todos de arrumar uma forma de ir para Tritium, aumentando ainda mais a população.

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Planeta Tritium. Colonizado primeiramente por IGMs que viviam à margem da sociedade e humanos puros a mais ou menos 250 anos. Grandes empresários se uniram e derrubaram, o que seria na Terra as potências políticas, como os presidentes, os reis e chefes de estado, formando megacorporações, um grande consorcio de empresas de transportes, mineração e construção, empregando milhões de IGMs e cobrando alto pela sobrevivência dos mesmos. Assim foi criado o ISV (imposto sobre a vida), e quem não pagasse, teria seu direito à vida revogado e era caçado, localizado e sumariamente executado.
Havia também os “trabalhadores livres”, que por muitos, eram chamados de mercenários, mas na realidade eram sobreviventes. Lucas Ariel era um desses sobreviventes.
Executava todo tipo de serviço, principalmente os que a “nova sociedade” declarava como inescrupuloso e repugnante, mas era preciso. Era isso, ou morrer. Na maioria das vezes, seu trabalho consistia na caça e captura de renegados, bandidos e os que não pagavam o ISV.
Lucas além da habilidade de caçador tinha uma vantagem a mais. Por ser um IGM, ele tinha o poder de controlar a eletricidade. Após localizar o alvo, era só dar uma descarga atordoante e concluir a captura.

Continua...

Comentários

Adriano Siqueira disse…
Olá Jack,
Gostei muito deste texto... está cheio de informações em poucas linhas... a história é otima.. e gostei do personagem...
Ficção das melhores. e esta bem explicado. ja sinto cheiro de batalhas espaciais vindo por ai.
adorei o poder que ele tem de soltar raios... acho que é um dos poderes que mais gosto.
Grande abraço e mantenha-me informado... sobre se vc tem listas no orkut ou outra forma de eu saber as novidades. :-)

adriano siqueira

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