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Linha do tempo - Parte 1

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Eu me lembro de estar em uma floresta, entre tantas outras vezes, algumas lembranças são mais fortes. Como estava dizendo, apareci em uma floresta completamente nu, dentro de uma casamata feita de folhas.  Estava camuflada na floresta. Ao meu lado estava um rifle SIG SG-550 de longo alcance com mira telescópica.  Exitei em pegá-lo, mas minha vida dependia disso e apanhei-o e com a mira de longo alcance comecei a “varrer” a floresta a procura “dele”. Não fazia ideia de onde nem que época estava, mas minhas dúvidas logo acabaram quando vi um dos animais. Era grande, bem peludo e com garras enormes e curvadas. Era um bicho preguiça gigante. Isso queria dizer que eu estava no Brasil há mais de dez mil anos no passado. Talvez por isso eu estava nu, mas e o rifle? Isso significava que mais alguém tinha viajado no tempo.

AISHA

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 “Hoje faz três anos que não a vejo, mas ainda sinto sua presença. Ainda sinto o cheiro adocicado do sangue de Leonishe, o sacerdote da deusa Laykdam, que invadiu nosso mundo em busca de vítimas inocentes para sacrifício. Ashtar, o planeta de origem de Leonishe, outrora cheio de vida, entrou em colapso com a chegada da deusa Laykdam, que para restabelecer o equilíbrio exigia sacrifícios de sangue cada vez mais numerosos. Com o extermínio dos povos daquele mundo, a Laykdam dotou seus seguidores com poderes metamorfos , tornando-os capazes de se transformarem em dragões. Assim, atravessavam as dimensões e entravam

Buraco Negro

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Buraco negro - Sérgio! Tire dez cópias deste relatório. E é para ontem. “Tudo é para ontem” - pensou Sérgio - “pegaram o formulário agora e já querem para ontem.” A grande copiadora ficava no terceiro andar. Ele agora estava no térreo. Passou pela máquina de café pegou um copo da bebida quente e seguiu para as escadas. Seria péssima ideia ir pelo elevador que vivia sempre lotado, algum engomadinho poderia esbarrar nele, derrubar o café e ainda culpá-lo por isso. Além do mais, poderia bebericar seu café sossegadamente. Chegando no terceiro andar, sentou em uma cadeira e descansou um pouco. Depois foi até a maquina de xerox que ficava no fundo de uma sala ampla. O local foi escolhido pelo espaço e porque a máquina emitia ruídos muito altos. Sérgio colocou o copo de café vazio em cima da copiadora, posicionou os formulários na traseira da máquina e apertou o botão verde de iniciar. Nada aconteceu. Apertou mais uma vez, e de novo, e de novo, e nada. “Mais essa agora. Só...

Crueldade

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Crueldade - Vai, vai “mermão”. Anda logo com isso. Passa a grana logo, meu. - Ca calma... - Que calma, véio. Anda logo. Tá demorando muito. Assim começava um assalto a um posto de gasolina de beira de estrada. O meliante era baixo, por volta de 1,60 m. Aparentava ter no máximo 25 anos. Barba rala e o rosto sujo, juntamente com uma touca preta, dificultava a identificação. O mais impressionante eram os olhos. Eram pequenos e estavam vermelhos. Transmitiam uma maldade, um sadismo difícil de descrever. Ficou de tocaia ate o momento que o caixa passou para recolher o numerário dos frentistas. Era inicio de feriado prolongado e o posto teve movimento o dia todo. Estava acabando o turno do caixa e ele, foi recolher o dinheiro para conferência e a guarda do movimento do dia. O individuo tinha as roupas sujas, a calça larga e suja de barro, estava amarrada com um barbante. Entrou no escritório do posto sem ninguém perceber, parecia um pedinte. Foi quando anunciou...

Esquecimento

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Ralph Martel é um escritor famoso, reconhecido internacionalmente pela sua incrível marca de 119 livros publicados. É o escritor com mais livros publicados na atualidade. Suas obras estão entre os mais vendidos no ranking da Veja, Folha de São Paulo e lá fora, no New York Times. Ganhou o prêmio de escritor do ano pela vigésima vez. Esse é seu outro orgulho, a sala de troféus. A primeira é sua biblioteca particular formada por seus livros que dividia espaço com a sala de troféus. Em um canto da sala, algo que destoava do ambiente. Era um livro diferente de todos os outros, com capa de couro grosso e fecho com uma tira também de couro travada com uma presa canina. Estava pousada em uma mini estante para livros toda aveludada. O marcador de páginas do livro, parecia uma orelha com ponta. O livro pulsava levemente como se respirasse. Era o único movimento na sala escura. Noite fria de sábado em São Paulo. Dentre as dezenas de eventos naquela noite, a mais badalada, pelo me...

Como palco, o parque

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Era mais um dia de trabalho duro. Vida sofrida, dura e perigosa essa. Correndo risco a cada metro percorrido em uma das cidades mais populosas do mundo. Muitos carros, motos e até caminhões disputando o mesmo espaço. Discussões, acidentes e mortes. Assim era o dia de Dionésio. Passava o dia na rua. Uma entrega aqui, outra ali e o mais rápido possível. Quanto antes voltasse para a empresa, mas serviço pegava e mais dinheiro ganhava. Não era tanto assim. Mas dava pra comer e pagar a prestação da moto. Estava no meio do trânsito, em plena segunda-feira, quando viu uma moça na calçada. Aquele vislumbre entre uma manobra e outra entre os carros. Virou na próxima rua, contornou o quarteirão e parou ao lado da moça. Se apresentou a ela como fotógrafo e perguntou se ela tinha interesse em ganhar algum dinheiro com fotos. A moça achou estranha a pergunta e tentou escapar. Ele com a voz suave disse que era para uma campanha de conscientização ecológica. As fotos seriam tiradas em um parque e...

A fuga

As batidas na porta da sala não paravam. Vinicius tentava tapar os ouvidos, mas não conseguir impedir. O som dos socos e pontapés que seu pai dava na porta da sala, não paravam. Nilza, mãe de Vinicius queria impedir que Avelino entrasse em casa. Estava bêbado novamente. E como sempre nervoso. Avelino era um homem forte, trabalhava como “chapa”1 desde que perdeu o emprego, há mais ou menos um ano, e o pouco que conseguia durante o dia, bebia tudo e mais um pouco, no bar do seu Juvêncio, que ficava na esquina. Nilza se virava, vendendo salgadinhos e doces na rua. Vinicius a ajudava sempre que podia, quando voltava da escola. “Que saudades do antigo Avelino”, dona Nilza sempre falava isso. Na época que ele não bebia e não batia nela. Era uma boa pessoa. Mas agora, bastava beber para se transformar em outra pessoa. Um animal. Lá fora, largou a esteira de impropérios contra sua esposa e às vezes, contra o seu filho e contra qualquer um que se metesse em seu caminho. Os vizinhos, incomodados...