Às vezes vemos algo ou pensamos que vemos. Ou então vemos, mas nos parece tão absurdo, tão improvável, que simplesmente não acreditamos que esteja lá. Mas está lá. Nos observando e seguindo nossos passos. Talvez você não esteja tão só quanto imagina...
Como viram no post anterior, eu coloquei o conto da Rita Maria Félix da Silva: CENA NO JARDIM DE DOM HECTOR DE BRANDABADERE e que derivou As Canções de Mimeme de Daniel Folador e acabou derivando o meu conto. Para que vocês se situem melhor eu sugiro ler antes CENA NO JARDIM DE DOM HECTOR DE BRANDABADERE e logo em seguida As Canções de Mimeme para depois ler o meu. É só para um entendimento melhor, não existe uma sequência, mas alguns personagens e cenas são citadas neste conto e se referem aos dois anteriores. Espero que gostem. Boa leitura. A vingança de Naziam Baseado no universo do Jardim de Dom Hector de Brandabadere. de Rita Maria Félix da Silva. O rei dos peixes há muito lamentava a perda do filho para as nuvens sapientes e devoradoras. Entre seus inúmeros filhos, este era o senhor dos seus exércitos, o primeiro na sucessão do trono e o mais dedicado ao reino. Todo o reinado sentia a perda do príncipe Nagô, e prometeram ao r...
Hoje ela apareceu novamente. Não tem dia ou hora, mas sim momentos. E sempre são nos momentos em que não estou me sentindo bem. Não estou em paz comigo mesmo. Quando estou com raiva. Raiva, tal como um monstro preso por delicadas correntes prestes a se romperem. Nestes momentos ela aparece. Com seu toque gélido e delicado, com sua voz melodiosa e agradável, ela consegue me acalmar. Ela não fala comigo com palavras mas sim com música, tal qual uma elfa. Como nos contos de fadas, a bela acalma a fera com música, externando seus sentimentos, sangrando-o na forma de lágrimas, esvaziando-o por completo, até que reste somente a paz e a serenidade. Da mesma forma que apareceu, também se foi. Simples assim. Jack Sawyer
E hoje começa tudo. O u será que termina? O inexorável tic-tac do relógio conta a passagem do tempo. Ou será quanto tempo falta? Tic-tac . Se for o tempo que falta, será o meu tempo ou o tempo dos outros? Tic. Ou será o tempo de tudo? Tac. O tempo é o mesmo para todos? Tic. Ou cada um vê seu tempo e o tempo dos outros de forma diferente? Tac. Posso comparar o nosso tempo (ou o meu tempo) com uma grande (bem grande) garrafa de água, com um minúsculo furo em baixo. No começo, quando ela está cheia (de vida?), a água sai com velocidade, violenta e impetuosa. Ti-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac, tic-tac... Mas quando a (vida?) água vai acabando, seu ritmo diminui. O que era um jorro, começa a escorrer. Tic-tac tic-tac tic-tac ...
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